Augusto BM

Simplicidade singela norteia as criações desse artista.

 

          Para definir minha arte, nada mais confortável do que a ideia de rabisco, algo orgânico e despretensioso. Foi assim que tudo começou quando retomei meus desenhos com traço minimalista em 2011 e comecei a postar nas redes sociais. A noção de algo fluido é algo que quero perpetuar por meio das linhas.

Acredito que a minha arte comunique a simplicidade, uma simplicidade antiga, algo que se refere a um modo de vida primitivo. Além da minha formação acadêmica como historiador, acredito que esse aspecto se refere também a um momento em que nossa sociedade está vivenciando. Após os excessos de mecanização, após os excessos do consumo e da poluição, estamos inseridos em um momento de renovação das conexões com a natureza, compreendendo a importância dela para o encontro de nossa essência e nos conscientizando de que a natureza e sua preservação é o único caminho para garantir a sobrevivência em nosso planeta.

Uso caneta e papel e tenho como inspiração a natureza e nossa eterna conexão com ela, mas em termos estéticos sou muito influenciado por Picasso em seus desenhos, Matisse e Cocteau. No Brasil é impossível não pensar nas curvas geométricas de Oscar Niemeyer.

 

  

 

 

“Meus rabiscos, como gosto de chamar, aliam geometria com linhas orgânicas. Constroem um universo de linhas imperfeitas de conchas, sereias, pássaros e folhas. Um universo onírico..”

Augusto BM